Quando foi formado, no início dos anos 70, o Ave Sangria representava um momento mais do que especial na música brasileira. Representante da cena psicodélica pernambucana, fez história com seu álbum de estreia, homônimo de 1974, fazendo uma música totalmente fora da curva, fundindo ritmos regionais com toda psicodelia oriunda dos anos 60.

Ao lado de nomes como Alceu Valença, Flaviola e O Bando do Sol, Lula Côrtes, Marconi Notaro e Lailson, tinha tudo para ser expoente de um movimento que acabou sufocado pela ditadura, que acabou censurando a banda. Poderia ter sido um capítulo triste da música para os livros de história, mas quatro décadas depois a Ave Sangria está de volta com o álbum Vendavais, um disco sem precedentes e mais do que necessário em tempos atuais, reforçando a condição de uma música engajada que floresce ainda mais forte em tempos atuais.

A Revista Som conversou com Marco Polo em uma incrível entrevista falando sobre o passado e o presente da Ave Sangria, além, claro do futuro de uma banda que se recusa a viver novamente os traumas do passado.

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